Estamos em três frentes de luta |
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Paulo Pereira da Silva
é presidente da Força Sindical
e deputado federal (PDT/SP)
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A Força Sindical vem centrando fogo em três frentes de luta que interessam a todo o povo brasileiro. No final de agosto, nós e as outras centrais assinamos com o governo um acordo que trata da recuperação do poder de compra dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo.
O entendimento é histórico porque é a primeira vez que aposentados que recebem mais de um mínimo vão ter seus ganhos reajustados pela inflação e mais aumento real. O acordo prevê reajustes para 2010 e 2011. Para os anos seguintes, a negociação ocorrerá numa mesa permanente na qual o presidente da República terá assento.
Além disso, queremos influir nos projetos que tratam do marco regulatório do pré-sal. Dia 9 de setembro, ingressamos no Congresso com emenda que propõe o uso do Fundo de Garantia para a compra de novas ações da Petrobras. A emenda sugere ainda que 3% das verbas do Fundo Social de Combate à Pobreza sejam canalizadas para uma espécie de fundo de amparo aos excluídos da terceira idade.
Temos ainda um assunto pendente, que é a PEC 231/95, da redução da jornada para 40 horas, com a manutenção dos salários. Não temos medido esforços para levar este debate para a sociedade. Todos os dias, a militância da Central tem entregado jornais sobre o assunto em locais de grande concentração popular.
Como estas matérias terão de ser apreciadas pelo Congresso, os trabalhadores precisam pressionar e sensibilizar os parlamentares, por meio de visitas na Câmara e no Senado, envio de mensagens pela Internet, cartas e telegramas. O objetivo é mostrar que as três iniciativas podem incrementar a atividade econômica, mediante o aumento do emprego e da renda.
Paulo Pereira da Silva (Paulinho) é presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT/SP)
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