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Com o PSDB sempre será assim

O que os paulistas precisam
de verdade: ensino ou educação?

Educação Pública de péssima qualidade

O ensino público em São Paulo está aquém do que deveria ser. Professores são mal remunerados, não tem plano de cargos, as salas estão superlotadas e os educadores sofrem com o abandono do governo Serra, aliás, que só pensa na extensão do metrô e paga milhões de reais todo o mês a Alston. Mas, a pergunta que não se cala é: o que a população paulista precisa de verdade, educação ou ensino.

Avaliação - Segundo José Manuel Moran, especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância, há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com a educação de qualidade. Ele afirma: “Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino se organizam uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a que compreendam áreas específicas do conhecimento (Ciências, História, Matemática)”. Na análise do especialista, na educação, o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade.

Confira o que um ensino deve envolver para ser de qualidade, segundo Moran

1) Organização inovadora, aberta, dinâmica; 2) Projeto pedagógico participativo; 3) Docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente; 4) Professores bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais; 5) Relação efetiva entre professores e alunos que permita conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los; 6) Infra-estrutura adequada, atualizada, confortável; 7) Tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.

Com as propostas de Manuel Moran é visível que para ter um ensino de qualidade o investimento será alto. Mas compensa? Claro que compensa. Só o ensino ou a educação podem mudar a mentalidade da população e, principalmente trazer novas perspectivas de vida. Na realidade atual, muitas pessoas estão frustradas. Recebem salários injustos, trabalham mais de 10 horas ao dia, ficam mais de 15 horas ausentes do lar e não encontram tempo para estudar.

Quando os “guerreiros” fazem um sacrifício se deparam com professores desmotivados e alguns até despreparados. A falta de motivação, muitas vezes, é pela falta de apoio do governo, além de não valorizar a categoria. Todo ano é sempre a mesma piada. A campanha salarial dos professores é intensa, mas a resistência de José Serra pela não valorização dos educadores sai vitoriosa. Vale destacar que o ensino em São Paulo é muito pior do que a grande mídia transmite.

Com a desvalorização do educador acaba sendo formado um ciclo do “mau”, ou seja, o desânimo do professor é transmitido aos alunos. Outro problema são os professores com ampla bagagem de conhecimento, que são bloqueados pela direção de algumas escolas quando solicitam TVs, sala de internet e projetores. Deparam-se com equipamentos em péssima qualidade e outros quebrados. A aula interativa metalizada pelo professor foi demolida pela falta de investimentos do governo. Quem não ficaria desmotivado?

Denuncia – O Grita São Paulo denuncia: muitas escolas não cumprem as exigências de segurança determinada pelo Corpo de Bombeiro e alunos estão em condições de riscos nas instituições de ensino. Tem problema aí? Denuncie ao GSP. Ligue no telefone (11) 8543.2426 ou envie seu e-mail para daniel@gritasaopaulo.com.br


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