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Marchas de mulheres indígenas e camponesas cobram valorização

Na Esplanada dos Ministérios na manhã desta quarta-feira (14), trabalhadores rurais e pescadores se reuniram a mulheres indígenas a fim de pressionar o governo Jair Bolsonaro (PSL). O ato marcou o encerramento da 1ª marcha das Mulheres Indígenas, cujo mote é “Território: nosso corpo, nosso espírito”, e o início da marcha das Margaridas, com o tema de “luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

Para os organizadores, mais de 100 pessoas de 40 entidades distintas dos estados e países participaram. Segundo a Polícia Militar estima-se 30 mil pessoas presentes.

A marcha das indígenas foi organizada pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e teve até vaquinha para financiar a viagem dos indígenas para a Capital Federal – conseguiram arrecadar pouco mais de R$ 49 mil. Ela ocorre em meio ao Fórum Nacional de Mulheres Indígenas, de 9 a 14 de agosto.

Já a marcha das Margaridas, realizada desde 2000 a cada quatro anos, foi batizada em homenagem à sindicalista Maria Margarida Alves, assassinada em 1983. O evento é coordenado pela Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).

O mote deste ano é “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”. “Margarida, presente!”, gritavam as organizadoras, em referência ao grito em memória à vereadora Marielle Franco.

As trabalhadoras demandam igualdade de gênero, o fim da violência contra a mulher, agricultura sustentável, restrições ao uso de agrotóxicos e reforma agrária, entre outras questões. E não pouparam críticas ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Neste ano, pela primeira vez, não entregaram ao governo a pauta de reivindicações. Em vez disso, escreveram uma plataforma política com dez eixos temáticos para compartilhar com a sociedade.

“Construímos uma plataforma com o modelo de sociedade que as margaridas defendem. Não está alinhada com o que o governo está fazendo, que é retirar os direitos das trabalhadoras e das mulheres”, diz Mazé Morais, coordenadora geral da Marcha. “Continuaremos marchando até que finalmente reconheçam nossos direitos e nos respeitem”, conclui.

Daniel Lucas Oliveira

Jornalista da Agência de Comunicação Grita São Paulo

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