Confira entrevista especial com Ciro Gomes
Daniel Lucas Oliveira, diretor da Agência de Comunicação
Grita São Paulo, entrevistou Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República. Após o Encontro Estadual do PDT...


NOTÍCIAS - Osasco, 2 de junho de 2017
Reforma da Previdência não tem argumentos
 
A Previdência tem problemas que podem ser facilmente solucionados dentro do próprio sistema, que computa os gastos previdenciários e aponta os déficits do sistema que podem ser arrumados. Além disso, desde a elaboração do sistema previdenciário leva-se em conta o problema do envelhecimento populacional, que reduz a proporção entre: população ativa e inativa, ao longo dos anos, a forma que o sistema lida com essa questão é tendo o abastecimento frequente com cobranças sobre os lucros das empresas.

SEM EMBASAMENTO - Ao todo seis audiências já promovidas pela CPI e nenhuma delas conseguiu estabelecer um parâmetro claro sobre as novas regras. Isso se dá pelo fato que os argumentos utilizados para o rombo da Previdência é falho e sem embasamento. As discussões giram em torno de uma reforma que a lei não permite ser feita. Outro erro que pode ser encontrado dentro das contas que giram o déficit é a mistura de Servidores públicos federais e os militares ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS), o que é incorreto, pois eles têm regime próprio, com custos a parte, e não integram ao regime previdenciário.

O atual regime, em que a Previdência é integrada a áreas como saúde e assistência social, é um sistema muito eficiente para proteger a população, pois usa as contribuições para garantir a qualidade de vida que vai garantir que a população economicamente ativa continue produtiva e contribuindo. O atual Executivo federal tem feito mau uso do “fundo poupador” da Previdência, criado pela Emenda Constitucional 20, de 1998. O fundo seria guardar e investir em superávits previdenciários futuros. Infelizmente o fundo tem sido utilizado como caixa para todos os tipos de despesas governamentais, tal prática pode ser vista como violação da lei.

O verdadeiro problema encontrado na Previdência hoje não é o sistema, mas sim a péssima administração a qual não consegue prever problemas no sistema de saúde que sobrecarregam o estorno do dinheiro para os trabalhadores. Outro fator negativo é o atendimento aos contribuintes que acabam se afastando ou parando com a contribuição. Atualmente cerca de 10 milhões de pessoas estão na informalidade previdenciária.

Falta uma boa gestão, e também há desconhecimento, entre os funcionários rurais os quais têm dificuldade para contribuir e não recebem um atendimento digno nem para as mulheres nem para os homens. Se vigorar um sistema de contribuições individuais voluntárias, a tendência é que as mulheres fiquem desprotegidas,
pois não terão como efetuar as suas próprias contribuições, e que o País vivencie um forte êxodo rural.

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