Varejo, educação e marketing estão entre as áreas com maiores índices de afastamento por problemas de saúde mental
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Embora o Brasil tenha avançado para a 32ª posição no Relatório Mundial da Felicidade 2026, o número de afastamentos por transtornos mentais segue em alta. Em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental, o que evidencia um contraste entre os indicadores e a realidade do ambiente de trabalho dos brasileiros.
Entre os setores com maior incidência de sinais críticos de burnout estão varejo, educação e marketing/comunicação. As três áreas são marcadas por alta pressão por resultados, ritmo acelerado e constantes mudanças. Apesar de promoverem discursos sobre propósito, conexão e qualidade em atendimentos, essas áreas enfrentam dificuldades em aplicar esses princípios no cotidiano de seus profissionais.
O estudo aponta que quatro em cada dez trabalhadores apresentam algum risco psicossocial, como excesso de demandas, jornadas prolongadas e ambientes de trabalho tóxicos, fatores que podem levar ao burnout. Esses riscos estão presentes em empresas de todos os portes, sem grandes diferenças entre pequenas, médias e grandes organizações.
➡️ BORNOUT
Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a síndrome na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um fenômeno relacionado ao ambiente de trabalho. A condição é definida por três características centrais: sensação constante de exaustão física e emocional, aumento do distanciamento mental ou de sentimentos negativos em relação ao trabalho e redução da eficiência profissional.
➡️ INVESTIMENTOS E CONSCIENTIZAÇÃO
Especialistas defendem que as empresas invistam na gestão da carga de trabalho, no suporte emocional e na segurança psicológica para reduzir os impactos sobre a saúde mental e melhorar o ambiente organizacional. É fundamental que os trabalhadores também reconheçam seus limites, excessos e procurem ajuda especializada aos primeiros sinais de qualquer alterações de humor ou psicológicas.

