Volta do “Grande Irmão” prova que a futilidade funciona

O Big Brother Brasil retorna essa semana às telinhas de milhões de brasileiros. O programa tem edições anuais desde 2001 e alcança no momento sua 16ª edição. Agora, o que faz algo desse gênero atingir uma vida tão longa na TV? Simples. A necessidade de termos o fútil. Pensa assim: por que espiar a vida alheia? A única utilidade disso é ver que os outros têm problemas iguais ou piores que os nossos e poder julgá-los.

A mesma lógica acontece nas redes sociais. Aqueles que postam de tudo, do prato sofisticado até o joanete que lhe incomoda. Esse movimento funciona como alimentador de um processo que se repete a cada dia. Saber da vida alheia é um hábito que todos têm, em maior ou menor grau, e deve ser saudável. Programas como Big Brother, A Fazenda e derivados mostram que quando a desgraça do outro é pouca, é bobagem.

Não critico quem assiste ao programa, mas sim a forma como a mídia apresenta o reality. Existe tanto para vermos em nós mesmos e é triste que seja necessário ver outros passarem por situações vexatórias que beiram a tortura para enxergar isso. Milhões estão ansiosos para dar o play e assistir. Convido a todos a refletir sobre o seu próprio comportamento, em vez de se espelhar cegamente em uma ilusão midiática.

Wellington Torres

Editor da AGSP. Jornalista de coração e alma, pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Mídias Digitais. Heavy user de redes sociais e fã de tecnologia. Já assisti muitas séries, porém agora até minha mãe sabe mais de Greys Anatomy do que eu. Viajante aleatório, sonhando com #NewYork2021

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