5G | Anatel define frequências de instalação e Bolsonaro deve decidir participação da Huawei

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou a liberação das frequências 2,3 GHz e 3,5 GHz para implementação da tecnologia 5G no Brasil. Assim, a rede de 2,3 GHz irá contemplar a faixa de frequências entre 2.300 MHz e 2.400 MHz, enquanto a de 3,5 GHz irá contemplar as frequências entre 3.300 MHz e 3.600 MHz — 100 MHz a mais do que a proposta inicial.

DETALHES

A faixa de 2,3 GHz é a mais usada pelos sistemas IMT (International Mobile Telecommunications) e a de 3,5 GHz é tida como a porta de entrada para as redes 5G de altíssimas velocidades.

Contudo, apesar da decisão, ainda deverá demorar para o funcionamento do 5G no Brasil, já que a elaboração do edital para a licitação deverá ocorrer apenas no primeiro trimestre de 2020. Então, apenas em meados de 2021 as primeiras operadoras devem iniciar os trabalhos de instalação de suas redes 5G.

HUAWEI NO BRASIL

Em guerra econômica com a China, os EUA não querem que a gigante chinesa, Huawei, preste serviços em outras nações, incluindo o Brasil. Portanto, cabe ao presidente Jair Bolsonaro decidir sobre a questão. Para auxiliar na decisão, diversos órgãos do governo estão fazendo pareceres, que serão entregues ao presidente.

O secretário de fomento da Secretaria do Programa de Parceiros e Investimento (PPI), Wesley Cardia, detalhou o processo de decisão:

O presidente vai ter que decidir. Para isso, está sendo instrumentalizado pelo MCTIC, pelo PPI, pela Anatel, pelo Ministério da Economia, pelo GSI, pelo Ministério das Relações Exteriores. Cada um está fazendo seu parecer para a decisão do presidente”, disse em evento virtual realizado pelo site Tele.Síntese.

Além disso, segundo Cardia, impor restrições à empresa chinesa poderia ter impactos negativos em relação ao 5G no Brasil.

Se fizermos como Inglaterra, que está restringindo a participação em 35%, ou os EUA, que querem barrar completamente, isso vai atrasar o processo brasileiro. Por quê? Porque torna os equipamentos mais caros uma vez que estes são os mais baratos, e faz com que haja atraso tecnológico porque eles investem mais em P&D no momento. Vale a pena? Não sei

Lucas R. de Souza Pereira

Jornalista da Agência de Comunicação Grita São Paulo - AGSP, ex-foca da redação, aficionado pelo mundo do futebol, games, séries e rock'n'roll

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