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É preciso vencer o preconceito contra o direito de greve

O direito de greve é garantido pela Constituição Federal do Brasil, através do seu artigo 9º, sendo um direito social de todo e qualquer trabalhador. Cabe aos próprios trabalhadores exercerem a oportunidade desse direito, bem como definirem os interesses que serão defendidos pela greve. Com a dificuldade atual para arrumar trabalho, logo quem faz greve é visto como alguém “folgado”. Mas isso não é verdade.

Já imaginou se você fosse obrigado a se submeter aos piores salários, sem qualquer tipo de reajuste, corte de benefícios e não tivesse forma de pressionar o patrão? A greve serve justamente quando o diálogo não funciona mais. Ela é legal e deve obedecer diversos pontos, como por exemplo, avisar o empregador com pelo menos 72 horas antes de começar. A mais conhecida, e quase sempre anual, é a greve dos bancários.

Só escuto reclamações do tipo: “eles já ganham muito bem”, “queria ver eles ganharem o que eu ganho”, entre muitas outras variações para pior. O que ninguém vê é a exploração por trás do que motiva uma greve. Se a sua empresa apresenta um lucro astronômico no período de um ano, nada mais justo do que conceder aos empregados um reajuste que represente algum ganho para eles também. Mas essa não é a realidade.

A greve perderá os estereótipos passados de geração para geração quando entendermos que sua origem é justamente a falta de bom senso do patrão. Greves abusivas podem acontecer? Sim, claro. O que não tira a legitimidade de outros movimentos, como o dos Servidores do Rio de Janeiro, há MESES sem receber. E sabe por quê? O dinheiro estava indo para o bolso errado. Greve justa deve ser apoiada e não criticada.

Wellington Torres

Editor da AGSP. Jornalista de coração e alma, pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Mídias Digitais. Heavy user de redes sociais e fã de tecnologia. Já assisti muitas séries, porém agora até minha mãe sabe mais de Greys Anatomy do que eu. Viajante aleatório, já tenho meu próximo destino: Ushuaia

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