fbpx

“Jamais entraria para a política”, disse Sérgio Moro ao Estadão em novembro de 2016

Sérgio Moro, após confirmar por meio de nota que aceitaria o convite do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro (PSL) para ser o ministro da Justiça, teve uma entrevista veiculada pelo “Estadão” em 5 de novembro de 2016 divulgada novamente com destaque nas redes sociais. “Jamais entraria para a política”, traz a manchete do veículo. A entrevista com Moro foi feita em Curitiba e a primeira do juiz em dois anos e meio de Lava Jato. Inclusive, o magistrado é um dos críticos do foro privilegiado.

Segundo o “Estadão”, a qual descreveu os detalhes daquele dia (veja aqui), era uma quinta, manhã era fria, e Moro recebeu o veículo de imprensa às 10h10 em seu gabinete. “Em uma hora de conversa, Moro apontou problemas na proposta da Lei de Abuso de Autoridade, defendida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), falou sobre o escândalo na Petrobrás, alertou para o ‘risco à independência da magistratura’ e defendeu o envolvimento do Congresso no combate à corrupção e a importância de se criminalizar o caixa 2”, trazia a reportagem.

Na 24ª pergunta dos enviados especiais a Curitiba, em novembro de 2016, Fausto Macedo e Ricardo Brandt indagaram Moro:

Sairia candidato a um cargo eletivo? Ou entraria para a política?

RESPOSTA DE MORO

 “Não, jamais. Jamais. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política. Acho que a política é uma atividade importante, não tem nenhum demérito, muito pelo contrário, existe muito mérito em quem atua na política, mas eu sou um juiz, eu estou em outra realidade, outro tipo de trabalho, outro perfil. Então, não existe jamais esse risco”.

Imagem: Reprodução Jornal O Estado de S. Paulo

LEIA TAMBÉM
Moro aceita convite para o Ministério da Justiça e promete agenda anticorrupção

Daniel Lucas Oliveira

Jornalista da Agência de Comunicação Grita São Paulo - Ama sua família. Vovô de três netos lindos. Acredita em Jesus Cristo. Pratica e indica Jiu-Jitsu. Amante da Justiça e direitos sociais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *