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Uma reflexão sobre a obesidade

Hoje, o sobrepeso e a obesidade são considerados um problema de saúde pública, afetando a qualidade de vida e provocando doenças em milhares de pessoas em todo o mundo, principalmente nos países desenvolvidos.

Estão associados a diversas doenças: hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, osteoartrites e transtornos de ansiedade, entre outras. É fato que problemas de saúde em obesos são muito mais comuns que em não obesos.

Muitos levantamentos estatísticos já foram feitos, ao ponto que, nos EUA, as companhias de seguro atribuem um custo adicional de 8% nas despesas médicas de uma pessoa obesa, e quando ficam doentes, um tempo de internação 85% maior que os não obesos.

Um dos métodos mais comuns para avaliar se o peso corporal está dentro ou fora dos padrões considerados saudáveis é o Índice de Massa Corporal (IMC). Calcula-se este índice dividindo o peso do indivíduo pela sua altura ao quadrado, classificando-se então da seguinte maneira:

  • Abaixo de 18,5 – baixo peso;
  • Entre 18,5 e 24.9 – normal;
  • Entre 25 e 29,9 – sobrepeso;
  • Entre 30 e 34,9 – obesidade grau I;
  • Entre 35 e 39,9 – obesidade grau II;
  • Acima de 40 – obesidade grau III ou mórbida.

O tratamento é simples, que não é a mesma coisa que dizer ser fácil: reeducação alimentar e atividade física. A maioria das pessoas ganha peso devido a um balanço calórico positivo, ou seja, ingerem uma quantidade maior de calorias do que a que perdem. O objetivo do tratamento é fazer com que tenham um balanço calórico negativo, perdendo uma quantidade maior de calorias.

Geralmente o sucesso com esta abordagem terapêutica é maior nos “pacientes” com sobrepeso. Nas pessoas obesas as respostas são mais demoradas, fazendo com que muitos desanimem e abandonem o tratamento. Em muitas situações estão indicados outros métodos como o cirúrgico para as pessoas com mais de 40 de IMC, mas esta indicação tem que ser muito precisa pelo médico assistente, além da necessidade de grande colaboração do paciente e apoio psicológico.

Dietas milagrosas não existem. São muito restritivas quanto aos nutrientes necessários para um ser humano. Certamente vão provocar distúrbios outros, além de que, quando deixarem de ser feitas as pessoas voltem a engordar.

A atividade física regular e a alimentação saudável são fatores importantíssimos para a promoção da saúde e prevenção de doenças. O excesso de gordura na composição corporal é um dos principais fatores das doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, diabetes, etc.

Seria importante a implantação de programas de promoção da saúde nas empresas, entendendo-se esta ação como um investimento e não um gasto com os funcionários. Claro, tudo vai depender muito do indivíduo, haja vista não podermos obrigá-los nas mudanças dos seus hábitos de vida, se não quiserem.

Mas vale a pena o esforço de oferecer a oportunidade da mudança, através de métodos educativos, principalmente. Uma educação em saúde que deveríamos ter aprendido nos bancos escolares, o que não aconteceu e continua não acontecendo.

Tenho ficado muito preocupado com as causas que tenho visto pela falta de atividade física regular. Em algumas não acredito, e tenho certeza serem desculpas. Nestas incluo pessoas que teriam tudo para fazer algum tipo de atividade em alguma hora do dia, mas simplesmente não fazem.

As que me preocupam são aquelas que as causas não dependem delas. Incluo neste grupo os que moram longe do trabalho e, às vezes, necessitam de duas ou três horas de deslocamento. Acordam às quatro horas, fazem as atividades domésticas necessárias e chegam ao trabalho às oito da manhã.

Largam às dezessete horas, pegam os seus meios de transportes superlotados, com dificuldades no trânsito devido ao horário do “rush”, demorando três a quatro horas para estarem em suas residências, para ainda fazerem suas atividades domésticas, etc. Pronto, são dez ou onze da noite. É hora de dormir, pois faltam cinco horas para ter que acordar novamente, e continuar sobrevivendo.

Estes casos, como resolver? Não sei, mas entendo a necessidade de uma discussão muito mais ampla que, em minha opinião, mereceria uma dedicação maior por parte de todos, principalmente governo, patrões e trabalhadores. Estes deveriam entender que os custos com a saúde poderiam ser muito menores, assim como os últimos seriam muito mais saudáveis, representando menos custos dos planos de saúde, melhoria da auto-estima, maior produtividade e melhor qualidade de vida.

Costumo dizer que se investíssemos em três pontos, fundamentais, o quadro de saúde da nossa população seria muito melhor: alimentação saudável, atividade física regular e diminuição ou eliminação do tabagismo.

Programas de promoção à atividade física nas empresas podem ser um desencadeador da melhoria das condições de saúde dos trabalhadores, de todos os níveis hierárquicos, assim como da qualidade de vida, além de despertarem um clima organizacional muito melhor.

Artigo de Ronaldo Arino, direto do seu blog Correndo pela Vida

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