Anvisa aprova uso emergencial de anticorpos para tratamento de pacientes com Covid-19

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta semana, durante a 6ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa, o uso emergencial de dois anticorpos para tratar pacientes com Covid-19. O coquetel é composto pelos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe, proteínas desenvolvidas em laboratório para imitarem a capacidade do sistema imunológico humano de combater organismos nocivos como o Sars-Cov-2.

Segundo a Anvisa, o medicamento poderá ser usado em pacientes adultos e pediátricos (a partir de 12 anos) em quadros leves e moderados. Além disso, outra sugestão é para a medicação ser utilizada em pacientes com risco de uma progressão do quadro para formas graves, o que inclui pessoas com mais de 65 anos ou com comorbidades.

Espero que essa autorização possa ajudar a aliviar a carga do nosso sistema de saúde. A agência deve usar de todas as vias possíveis para fazer com que novos tratamentos estejam disponíveis para os pacientes o mais rápido possível enquanto continua a estudar a segurança, a eficácia desse tratamento para que seja permitido o registro sanitário”, afirmou a diretora da Anvisa e relatora do caso, Meiruze Sousa Freitas.

CASOS GRAVES

Segundo as pesquisas realizadas, os anticorpos não devem ser usados em pacientes graves internados para tratamento da Covid-19 e precisem de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica. De acordo com a Anvisa, os estudos clínicos apontam que os anticorpos podem provocar desfechos clínicos piores quando usados nesses casos.

O tratamento deve ser iniciado assim que possível após o teste viral positivo e dentro de 10 dias do início dos sintomas, sob prescrição médica. Outro detalhe é que os anticorpos não são vendidos em farmácias.

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