Bruno Covas | Prefeito de São Paulo inicia imunoterapia após biopsia revelar continuidade do câncer

O Hospital Sírio-Libanês organizou uma entrevista coletiva na manhã de hoje (27) para falar do estado de saúde do prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Ele trata um câncer na região do estômago e do esôfago desde o final do ano passado. Em resumo, foi dito que a biópsia feita na semana passada mostrou que a quimioterapia teve bom resultado, mas não o suficiente para eliminar o carcinoma.

A expectativa da equipe médica é de que o prefeito volte às atividades públicas aos poucos.

David Uip, infectologista do Sírio, declara:

A biopsia foi positiva para o diagnóstico de tumor. Por conta disso, ontem mesmo o prefeito iniciou sua segunda parte do tratamento, a imunoterapia.

Mais detalhes

Primeiramente, as opções seguintes dos médicos, após a quimioterapia, eram a cirurgia ou a imunoterapia. O médico Artur Katz, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, explica que a imunoterapia servirá para fazer com que o sistema imunológico do prefeito aja contra os tumores.

Quando se tem um tumor, o sistema imunológico deveria reconhecê-lo e combatê-lo. Porém, o tumor tem mecanismos que tornam o sistema hipnotizado, inerte. A imunoterapia consiste em administrar medicamentos que procuram, então, romper essa espécie de hipnose, de maneira que a imunidade do paciente possa identificar e atacar o tumor.

Em resumo, os médicos optaram pelo tratamento por considerá-lo mais tranquilo e com menores efeitos colaterais. Com isso, Bruno poderá se apresentar em suas atividades.

De acordo com Uip, o prefeito está em ótimas condições para uma cirurgia, mas, devido a estudos positivos e ao bom histórico de tratamentos envolvendo imunoterapia, foi decidido pela equipe médica não partir para a intervenção cirúrgica no momento. O tratamento consiste na administração de medicamentos durante 30 minutos e será feito a cada três semanas. Os médicos estimam que ele deva durar de dois a três meses, quando deve ser dado um novo boletim sobre a evolução do caso.

Histórico

O câncer do prefeito foi diagnosticado no final do ano passado, quando Covas se internou, no dia 23 de outubro, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratar uma infecção de pele chamada erisipela na perna direita. Dois dias depois, foi encontrada uma trombose das veias fibulares e exames posteriores apontaram tromboembolismo pulmonar e câncer.

Wellington Torres

Editor da AGSP. Jornalista de coração e alma, pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Mídias Digitais. Heavy user de redes sociais e fã de tecnologia. Já assisti muitas séries, porém agora até minha mãe sabe mais de Greys Anatomy do que eu. Viajante aleatório, sonhando com #NewYork2021

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