Coronavírus | Estudo aponta melhora de pacientes tratados com plasma de recuperados da Covid-19

A Food and Drug Administration (FDA), agência regulamentadora de medicamentos nos EUA (Estados Unidos) iniciou uma série de testes para um tratamento da Covid-19 por meio do plasma de pessoas já recuperadas da doença. Um estudo feito com cinco pacientes em estado grave na China também teve resultados positivos.

Em outros surtos respiratórios, como o vírus influenza H1N1, Síndrome Aguda Respiratória (chamada de Sars-CoV-1) e a síndrome respiratória do Oriente médio (Mers-CoV), o mesmo método também foi utilizado.

Assim, por conta da urgência exigida pela pandemia, a FDA está liberando o uso emergencial do plasma de pacientes recuperados. Então, o mesmo é usado em pacientes que estejam com quadro grave.

Esse processo [liberado pela agência] permite o uso de um medicamento sob investigação para o tratamento de um paciente individual feito por um médico licenciado, mediante autorização da FDA. Isso não inclui o uso de plasma convalescente da Covid-19 para a prevenção de infecção”, afirma a instituição.

NA CHINA

Os resultados dos cinco pacientes da China que receberam o mesmo tratamento foi divulgado ontem, dia 30. A pesquisa foi realizada pelo hospital Third People’s Hospital, em Shenzhen. Em suma, todos eles estavam respirando por aparelhos e tem entre 36 e 73 anos. Os doadores, no entanto, tem entre 18 e 60 anos. Todos eles consentiram em fazer a doação sanguínea para a pesquisa.

O QUE É O PLASMA?

O plasma sanguíneo é a parte líquida do sangue e corresponde a 55% do volume total. Nele, proteínas, sais minerais, gás carbônico e outras substâncias estão dissolvidos em água. O plasma convalescente, rico em anticorpos, vem sendo usado por décadas para tratar doenças infecciosas, como o ebola e a influenza.

Lucas R. de Souza Pereira

Jornalista da Agência de Comunicação Grita São Paulo - AGSP, ex-foca da redação, aficionado pelo mundo do futebol, games, séries e rock'n'roll

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