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House of Cards e a vida, que outra vez imita a ficção

Não escondo de ninguém que sou fã de séries. Gosto daquelas mais fantasiosas, nas quais o que acontece não pode ser imitado na vida real (pelo menos em sua maioria). Aí, eis que um amigo me inunda de elogios para House of Cards, série original Netflix, cujo apelo é político e conta sua narrativa através de um baita drama. Pensei: “Não vou me prender”. Que engano. Essa série não só me prendeu como me ensinou muito.

A história gira em torno de Frank Underwood, um ambicioso político que deseja poder. Não, ele não quer uma fortuna, o que muitos corruptos desejam, ele quer ser poderoso. Ao seu lado Claire, mulher igualmente ambiciosa que deseja estar no centro das atenções. Juntos, eles provam que não existem limites para os desejos mais sujos serem satisfeitos. O meu choque foi ver como tudo aquilo pode ser vivido nos dias atuais.

Manipulação da imprensa foi um dos pontos principais. Como jornalista, me senti muito pequeno frente ao espetáculo que realmente acontece em grandes veículos de comunicação: tem espaço aquele que paga mais. Não vale a realidade, mas sim o quanto essa informação lhe traz de benefício. Infelizmente constato que imitamos a ficção da pior forma. Não como Black Mirror, mas como humanos cada vez mais egoístas.

Wellington Torres

Editor da AGSP. Jornalista de coração e alma, pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Mídias Digitais. Heavy user de redes sociais e fã de tecnologia. Já assisti muitas séries, porém agora até minha mãe sabe mais de Greys Anatomy do que eu. Viajante aleatório, já tenho meu próximo destino: Ushuaia

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