Petardo | A regressão nos direitos humanos

A chilena Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para Direitos Humanos, listou o Brasil entre os quase 30 países em que a situação dos direitos humanos levanta temores urgentes. Ela falou em “retrocessos “significativos” no país governado pelo fascista Bolsonaro, a adorador das torturas e dos ditadores.

“No Brasil, ataques contra defensores dos direitos humanos, incluindo assassinatos, muitos dos quais de líderes indígenas, ocorrem em um contexto de retrocessos significativos em políticas de proteção do meio ambiente e dos direitos de pessoas indígenas”, afirmou Michele Bachelet.

Por exemplo, em setembro passado, a comissária da ONU já tinha criticado a situação dos direitos humanos no Brasil. Na ocasião, ela disse que havia “encolhimento do espaço democrático”. Em resposta, Bolsonaro insultou seu pai, general de brigada Alberto Bachelet, torturado e morto pela ditadura militar chilena.

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Em síntese, a crítica de Bachelet coincide com a divulgação do relatório da Anistia Internacional que também aponta retrocessos no Brasil. “A retórica abertamente antidireitos humanos de Bolsonaro na campanha de 2018 foi colocada em prática por meio de medidas legislativas e administrativas”.

O relatório da Anistia Internacional ainda destaca o aumento na letalidade policial, a crise na Amazônia, as tentativas de restringir a atuação de organizações da sociedade civil e as ameaças e mortes de defensores de direitos humanos. A imagem do Brasil derrete no exterior!

Primeiramente, a cloaca burguesa está dividida sobre o ato convocado por deputados bolsonaristas e seitas fascistas pelo fechamento da Câmara, Senado e STF. Segundo notinha da Folha, “o Brasil 200, grupo fundado por Flávio Rocha (Riachuelo), decidiu não participar do ato contra o Congresso”.

Gabriel Kanner, chefão do Brasil 200, informou que o grupo “liberou seus membros para decidirem individualmente se participam ou não do ato. Luciano Hang, dono da Havan, publicou apoio ao ato nas redes sociais. O próprio Kanner afirma que deve comparecer, mas sem fazer discurso”.

Altamiro Borges – Presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

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