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Rombo causado pela dívida pública chega a R$ 3,87 trilhões, após alta de 8,9%

A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta segunda (28) que a dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, teve aumento de 8,9% em 2018, para R$ 3,877 trilhões. O valor é o recorde da série histórica, iniciada em 2004.

No fim de 2016 e de 2017, a dívida estava em R$ 3,112 trilhões e em R$ 3,559 trilhões, respectivamente.

ENTENDA – A dívida pública é emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo federal. O intuito é para pagar por despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e tributos.

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Neste quesito, foi registrado aumento de 8,5% em 2018, totalizando o valor de R$ 3,73 trilhões.

Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa. Já neste quesito o Governo calculou uma alta de 19,71% em 2018, totalizando R$ 148,20 bilhões.

DETALHES – Segundo os dados do Tesouro, nos últimos dez anos, a dívida pública mais que dobrou: em 2008, o estoque da dívida estava em R$ 1,497 trilhão e, agora, está em R$ 3,877 trilhões.

Desse crescimento de R$ 2,38 trilhões no período, mais de R$ 450 bilhões referem-se a emissões de títulos públicos para capitalizar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição controlada pelo governo federal e responsável por financiar grandes projetos de infraestrutura no país nos últimos anos.

Porém, parte desse valor (R$ 310 bilhões) já retornou para o Tesouro Nacional, que utilizou os valores para baixar a dívida pública, dos quais R$ 130 bilhões somente no ano passado, e há perspectiva de que novos empréstimos da instituição financeira sejam devolvidos nesse ano.

O passivo do BNDES com o governo, que somava R$ 514 bilhões em dezembro de 2015, já havia recuado para R$ 407 bilhões no fim de 2017, e passou para R$ 299 bilhões em novembro do ano passado (último dado disponível).

Lucas R. de Souza Pereira

Jornalista da Agência de Comunicação Grita São Paulo - AGSP, ex-foca da redação, aficionado pelo mundo do futebol, games, séries e rock'n'roll

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