Uma provável Ditadura se camufla no discurso da “DEMOCRACIA” como em 1964

Em 1964, os militares passaram a controlar a vida política brasileira através da Ditadura. A partir de então, vivemos tempos sombrios. Enraizados em um discurso de “SALVAR A DEMOCRACIA” o poder foi golpeado, roubado e tripudiado por um autoritarismo cruel, ativado pelo ódio, violência e pactuado com o derramar de sangue. O projeto dos militares não poderia sustentar-se caso não tivessem poderes excepcionais nas mãos.

Para piorar, em 13 de dezembro de 1968, foi estabelecido de fato o famoso AI-5 (Ato Institucional número 5), tão defendido hoje por uma extrema direita que clama veementemente pela volta da Ditadura Militar. O AI-5, à época, autorizava o presidente da República decretar o recesso do Congresso, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, além de intervir nos estados, municípios e territórios, cassar mandatos e suspender direitos políticos por dez anos, decretar estado de sítio, e decretar confisco de bens. Após o AI-5, muitos brasileiros jovens em sua maioria, se lançaram à luta armada.

DERRAMAMENTO DE SANGUE

Houve um derramamento de sangue, cassação, censura e tortura. Um passado manchado pela crueldade, e tudo em nome da democracia, contra o comunismo e pela “soberania” da Nação brasileira. Pois bem, para muitos, esse tempo de chumbo jamais voltaria. Porém corremos sérios riscos e estamos à beira de uma Ditadura no Brasil. As falas do presidente Jair Bolsonaro, ministros e simpatizantes comprovam tal anseio.

Atualmente, o presidente da República fala em armar o povo, tenta interferir nas instituições, participa de manifestações em que seus idealizadores defendem à volta do AI-5, desrespeita o trabalho da imprensa, tem uma agenda contra o povo e protege seus filhos ao alegar “perseguições políticas”, além da bravata em prol da “democracia”. Ou seja, assim como nos anos 1960, uma nova Ditadura Militar pode surgir a qualquer momento.

Mas quem pode impedir esse novo golpe? As instituições brasileiras. O STF (Supremo Tribunal Federal), o Senado, a Câmara dos Deputados, os movimentos sindicais, sociais e religiosos, entre outros. Em 1964, os militares sustentaram-se por terem poderes excepcionais nas mãos, isto é, controlando instituições e ditando regras próprias de autoritarismo, conforme postura atual de Bolsonaro e seus secretários na reunião ministerial de 22 de abril.

O momento exige resistência, ação eficiente e um planejamento emergencial das instituições sérias deste País. Esse clamor popular de volta da Ditadura, fechamento do Congresso e prender ministros do STF é perigoso. A democracia plena é fundamental para o desenvolvimento de uma Nação. Corremos sérios riscos e cabe decidirmos que Brasil apetecemos para as próximas gerações.

Daniel Lucas Oliveira

Jornalista formado!

Um comentário em “Uma provável Ditadura se camufla no discurso da “DEMOCRACIA” como em 1964

  • 29 de maio de 2020 em 16:31
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    É a necropolitica, faltam menos de 5 mil para completar os 30 mil que esse bossal quer eliminar. Esse é o ano dois da triste Era Bolsonaro😔🤮

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