CORONAVÍRUS | Anvisa autoriza testes de quatro vacinas contra a Covid-19 no Brasil

Desde que se teve conhecimento do novo Coronavírus (Covid-19) e da sua grande capacidade de infecção, uma corrida pela produção de uma vacina começou ao redor do mundo. Agora, meses depois do início da pandemia, as fases de teste começaram. Com autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o Brasil se torna um dos locais de destaque na avaliação de quatro tipos de vacinas.

Na última terça, dia 21 de julho, a principal desenvolvedora da vacina de Oxford declarou ser possível, mas não certo que as doses estejam disponíveis até o fim do ano. “A meta do final do ano para ter a vacina disponível é uma possibilidade, mas não há absolutamente certeza sobre isso, porque precisamos que algumas coisas aconteçam”, disse a cientista da Universidade de Oxford, Sarah Gilbert, à Rádio BBC.

O Governo Federal declarou a intenção de um acordo para fornecimento de 30 milhões de doses até o fim do ano. As doses chegariam ao Brasil já prontas, isso em decorrência da falta da tecnologia necessária para a produção da vacina em território nacional. A estimativa é que uma possível parceria totalize um fornecimento de 100 milhões de doses.

MINISTRO INTERINO DA SAÚDE

Isso já está pactuado e nós estamos discutindo a transferência dos recursos. Essa contratação prevê a transferência de tecnologia e o recebimento do insumo. O momento agora é o pagamento da AstraZeneca, a negociação do pagamento”, afirma Eduardo Pazuello.

Segundo especialistas, ainda que haja uma intenção de contrato, isso não significa que há uma negociação concreta. Mesmo com a proximidade que o Governo brasileiro tem com pesquisadores e a própria universidade britânica, o mais certo é que, devido a maior probabilidade de sucesso da vacina inglesa, os países com maior poder de compra, sejam os primeiros a comprar o produto.

VACINA CHINESA

Rosana Richtmann, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, acredita que, primeiramente, o Brasil adquirirá a vacina desenvolvida com a tecnologia chinesa. Além de ser a vacina que poderá ser distribuída com maior facilidade. A tecnologia da vacina de Oxford é complexa, seus lotes serão caros e não pode ser reproduzida no Brasil. Já a vacina chinesa (CoronaVac), custará menos e pode ser reproduzida.

A CoronaVac começou a ser aplicada dia 21, no Hospital das Clínicas de São Paulo. Em suma, 890 voluntários começaram a ser testados. Pesquisas também serão realizadas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A primeira pessoa a receber a vacina chinesa foi a clínica geral Stefania Teixeira Porto, de 27 anos. Ela comentou:

Passamos por meses tão difíceis, então é uma injeção de ânimo poder participar disso e contar para as pessoas no futuro que fiz parte disso. Estou muito contente.”

A Anvisa ainda aprovou ensaios clínicos para validar a eficácia de outras duas vacinas. A BNT162b1 e a BNT162b2 serão testadas dentro de um mesmo estudo e estão sendo desenvolvidas pelas empresas BioNTech e Pfizer.

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