Hemocentros estão preparados para doação de sangue durante pandemia

No período do inverno é comum uma baixa nas doações de sangue e, neste ano, a situação da pandemia do Coronavírus fez diminuir ainda mais a ida dos doadores aos hemocentros. Vale lembrar que nos hospitais e unidades de saúde, pacientes continuam precisando de sangue para seu tratamento. O consumo de sangue é diário e contínuo e não há um substituto para ele. Portanto, sua disponibilidade nas unidades de saúde é essencial em diversas situações e SALVA VIDAS

Atualmente no Brasil, 16 a cada mil habitantes são doadores de sangue. O percentual corresponde a 1,6% da população brasileira e está dentro dos parâmetros preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, esse número pode ser ainda maior. Por isso, o Ministério da Saúde reforça à população que as doações de sangue continuem, mesmo neste momento de enfrentamento à Covid-19.

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Pessoas com anemias crônicas, acidentes que causam hemorragias, complicações decorrentes da dengue, febre amarela, e tratamento de câncer, por exemplo, continuam precisando de sangue para o tratamento. O consumo de sangue nas unidades de saúde é diário e contínuo, além disso, não há um substituto para o sangue e a disponibilidade é essencial em diversas situações e salva vidas.

O período de inverno costuma ter uma baixa nos estoques de sangue no país, pois os meses são mais frios. Além disso, neste ano, especialmente, a situação da pandemia de Covid-19 traz ainda mais preocupação. Isso porque há uma diminuição da ida de doadores aos hemocentros por conta da restrição de deslocamento ou mesmo do próprio adoecimento de muitos doadores regulares que se ausentaram, momentaneamente, de suas doações.

Para o Coordenador-Geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte Firmino, a população brasileira é reconhecida por sua postura solidária. Ele acredita que os brasileiros darão mais este bom exemplo ao mundo.

A pandemia está em momentos diferentes em cada estado, alguns no pico de contágio e outros chegando a este pico, o que leva a diferentes necessidades de doação, mas em comum a gratidão de todo o Brasil por este gesto”, certificou o Coordenador-Geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte Firmino.

DADOS DE DOAÇÃO

Dados do Ministério da Saúde mostram que, com relação à motivação da doação de sangue, 46,7% delas são de reposição, aquela em que o indivíduo doa para atender à necessidade de um paciente e são captadas pelo próprio serviço, família ou amigos dos receptores de sangue para repor o estoque de componentes sanguíneos do serviço de hemoterapia. Outros 53,2% correspondem à doação espontânea, feita por pessoas motivadas para manter os estoques de sangue do serviço de hemoterapia sem a identificação do nome do possível receptor.

Com relação à periodicidade das doações no Brasil, 38% correspondem às pessoas que doam pela primeira e as doações de repetição, aquelas cujo doador realiza duas ou mais vezes no período de 12 meses, está em torno de 45%. Já as doações esporádicas, quando o doador repete a doação após intervalo superior a 12 meses da última doação, está em 16,9%.

O Ministério da Saúde reforça que é necessário promover e fortalecer as ações para estimular a doação voluntária na manutenção dos estoques de sangue. Do total de doadores de sangue em 2018, 60% são do sexo masculino e 40% são do sexo feminino. Em relação à faixa etária, tivemos 63% de doadores maiores que 29 anos.

SEGURANÇA – A doação de sangue é segura, não havendo riscos para quem vai doar. No Brasil, por exemplo, existem 32 hemocentros públicos, sendo, pelo menos um em cada estado. Há ainda outras instituições que recebem doadores de sangue e ajudam a manter os serviços de saúde abastecidos. Todos os locais estão disponíveis com condições para lavagem de mãos, uso de antissépticos e acolhimento que minimizem a exposição e o aglomerado de pessoas. Cuidados com a higienização das áreas, instrumentos e superfícies também têm sido intensificados pelos hemocentros.

QUEM PODE DOAR

No país, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos.

Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

A frequência máxima de doações é de 4 doações anuais para o homem e de 3 doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de 2 meses para os homens e de 3 meses para as mulheres.

Em relação à Covid-19, a orientação é que indivíduos com casos suspeitos ou confirmados da doença aguardem 30 dias após a completa recuperação para doar.

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